Fichas técnicas
Dionaea muscipula
Classificação:
Especie: Dionaea muscipula
Altitude: Cerca de 105 a 205 metros(altitudes médias das Carolinas do Sul e do Norte)
Reino: Plantae
Filo: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Caryophyllales
Família: Droseraceae
Gênero: Dionaea
Cultivars: Dionaea ‘ Akai Ryu ‘, Dionaea ‘ Big Mouth ‘, Dionaea ‘ Clumping Cultivar ‘, , Dionaea ‘ Dentate Traps ‘, Dionaea ‘ Fused Tooth ‘, Dionaea ‘ Jaws ‘, Dionaea ‘ Red Piranha ‘, Dionaea ‘ Red Rosetted ‘, Dionaea ‘ Royal Red ‘, Dionaea ‘ Sawtooth ‘, Dionaea ‘Wacky Traps’, Dionaea ‘Red Burgundy’, Dionaea ‘Petite Dragon’, Dionaea ‘Microdent’, Dionaea ‘Louchapates’, Dionaea ‘Kinchyaku’, Dionaea ‘Justina Davis’, Dionaea ‘Holland Red’, Dionaea ‘Green Dragon’, Dionaea ‘Fused Tooth’, Dionaea ‘Dente’, Dionaea ‘Dentate’, Dionaea ‘Dentate Traps’, Dionaea ‘Cupped Trap’, Dionaea ‘Clayton’s Red Sunset’, Dionaea ‘Bohemian Garnet’, Dionaea ‘B52’, Dionaea ‘Akai Ryu’

Cultivo: A Dionaea muscipula é uma planta de cultivo relativamente simples, tolera temperaturas altas durante as estações quentes dês de que tenha muita água. Quando a planta estiver lançando sua haste floral a não ser que pretenda obter sementes, deve cortar imediatamente o caule que origina as flores (haste floral), pois isso gasta muita energia da planta e isso poderá fazê-la ressentir-se. Não é raro ver a planta morrer após o amadurecimento das sementes.
Durante o inverno a planta deve entrar em dormência, que se não acontecer, a planta perderá muita energia e diminuirá muito o seu tempo de vida, quem mora em regiões quentes deve por a planta em um saquinho com o substrato húmido e não encharcado na gaveta de vegetais da geladeira para simular um inverno, é importante observar se não há desenvolvimento de fungos na planta, mas sem mexer muito nela, mesmo que a planta possa aguentar temperaturas negativas (-5 ou mesmo -7) na natureza, em vasos ela é muito mais sensível. Melhor não expor a planta ao gelo.
Clima: Subtropical. Prefere temperaturas de 20ºC a 35ºC no verão e de 0 ºC a 15ºC no inverno.
Luz: Quando exposta ao sol directo apresenta armadilhas de interior avermelhado, quando a meia luz apresenta armadilhas verdes.
Regas: O recomendado é utilizar água destilada no cultivo, na ausência da mesma pode-se utilizar água da chuva ou água da torneira descansada por 48 horas. Mantenha o pratinho com água sobre o vaso o ano todo, excepto no inverno onde a planta deve ficar com o solo húmido por causa da dormência, nesse período pode deixar a água secar antes de regar de novo.
Vasos: Podem ser usados vasos plásticos nº1 ou de barro.
Substrato: Sphagnum+areia (2:1) (podem ser usados também outras misturas, mas eu não sei se elas irão gostar
)
Alimentação: Capturam insectos menores que suas armadilhas, é importante para os iniciantes saber que elas não comem dedos de ninguém, nem carne, cada armadilha funciona de 3 a 5 vezes, depois disso morre ou não funciona mais. Mais uma razão além do gasto de energia que a planta sofre, não se deve mexer nas armadilhas!
Propagação: Pode ser feita através de sementes, para isso é geralmente necessário que ocorra polinização. As sementes quando não são frescas precisam de estratificação a frio para que ocorra a germinação. Através da divisão de rizoma e leaf-cutting pode-se obter clones. A ainda quem utilize a haste floral para cultura de novos clones, esta técnica já é reconhecida a nível internacional.
Drosera Capensis
Classificação:
Espécie :Drosera Capensis
Variações: “Típica”, “Alba”, “All red”, “Broad leaf” e “Narrow”
Reino :Plantae
Classe :Magnoliopsida
Ordem :Caryophyllales
Família :Droseraceae
Gênero :Drosera
Origem :África do sul

Cultivo: As variações da D. Capensis são conhecidas como “Típica”, “Alba”, “All red”, “Broad leaf” e “Narrow”.
A Drosera capensis pode facilmente ser propagada através de uma variedade de métodos, incluindo as sementes, estacas foliares (leaf-cutting) e estacas de raízes (root-cutting). Suporta temperaturas extremas de curta duração e geralmente é uma planta que não para de crescer. Além disso, D. capensis não sofre dormência, como algumas espécies de Droseras.
Está entre uma das plantas mais faceis de se cultivar em casa. Ela cresce muito bem ao ar livre, em uma janela ensolarada, enquanto é mantido em uma ou duas polegadas de água sem cloro. A regra não exige um terrário, embora possa se beneficiar de um.
Clima: O clima brasileiro no verão geralmente é adequado, desde que não exceda 40ºc. No inverno ela tolerara temperaturas entre 5 e 15ºc. Não é necessário tentar reproduzir esta temperatura, ela vive muito bem com temperatura alta o ano inteiro (Máx 40ºc).
Luz: Poderá deixá-la no sol constante, desde que o solo permaneça sempre húmido.
Regas: Esta planta adora solo encharcado, mantenha o nível de água no prato sempre alto. Não jogue água em cima da planta, utilize um recipiente em baixo sempre com bastante água.
Vasos: Você poderá cultivar em vasos de plástico com prato de água em baixo ou em bogs, sempre observando o nível de água.
Substrato: O melhor substrato par esta espécie é composto por 60% musgo Sphagnum. Poderá ser utilizado xaxim, pó de côco e perlita em qualquer proporção desde que tenha ao menos 60% de sphagnum.
Fertilização: Jamais utilize fertilizantes e/ou adubos em qualquer tipo de planta carnívora, ela é capaz de capturar insetos por conta própria e pode viver meses sem se alimentar. Não alimente sua planta com insetos mortos com inseticida ou qualquer tipo de química, as droseras preferem insetos voadores, o ácido fórmico liberado pelas formigas é prejudicial para as suas armadilhas.
Propagação: A propagação poderá ser realizada através de sementes, leaf-cutting e/ou multiplicação vegetativa (através das raízes).
Para dar sementes é necessário que exista polinização, que é normalmente feita pelos insetos. Como um inseto morto é inútil para este fim, a drosera capensis adota uma estratégia muito comum entre as plantas carnívoras: manter as flores longe das armadilhas.
Curiosidades: Na medida que as plantas vão crescendo as folhas novas vão substituindo as folhas mais antigas e a planta vai crescendo em altura, em certos casos para se continuar a sustentar na vertical a planta desenvolve raizes aereas que vão ajudar numa melhor fixação ao solo.
Nepenthes Graciliflora
Classificação:
Reino: Plantae
Ordem: Caryophyllales
Família: Nepenthaceae
Gênero: Nepenthes
Espécie: N. graciliflora

Variedades: Tudo muito incerto. Muitos cultivares são confundidos. A “variedade” mais comum é a Nepenthes alata var. boschiana Weiner, porém não é reconhecida e por isso não é aceita.
Envasamento: Estacas podem ser plantadas em vasos como os de violeta até produzirem o primeiro jarro superior. Plantas adultas gostam de vasos naturais como os de casca de coco. Um vaso de uns 20-25 de diâmetro e uns 20 de profundidade está literalmente de bom tamanho para uma planta adulta.
Substrato: Podem ser usados esfagno, pó de pinus, pedaços de casca de pinus, vermiculita, perlita, pó de casca de coco, fibra de casca de coco e outros na mistura que se preferir. Recomendo que não se use mais de 30 % de esfagno, pois esse pode rapidamente se desidratar caso não se regue por mais de dois dias (por não ficar em prato d´água). Há muitas receitas e essa espécie costumar crescer bem em um substrato que seja: Aerado, com alto poder de absorção de água, durável, mais inerte possível.
Regas: Água nunca é demais. Regue por cima sempre que puder. São muito resistentes a dessecação mas sucumbem lentamente em baixa humidade. Água abundante por cima uma vez por dia está ótimo. Alguns dias sem água aparentemente não causam prejuízos (com substrato adequado). Prato de água por baixo só deve ser usado por cultivadores experientes (!), pois água parada rapidamente apodrece as sensíveis raízes e fatalmente a planta é perdida. Em dias ou locais secos pode-se borrifar água nas folhas e jarros, elas adoram!
Luz: Como regra geral, muita luz, porém, indireta (!). Essa espécie faz parte de um grupo relativamente pequeno que suporta (senão gosta) de Sol direto-Meia sombra, mas é muito importante (!) saber dosar. A planta ficará muito saudável e bonita em um lugar que pegue muita luz indireta. Sol direto só com experiência.
Clima: Tropical e Subtropical quente. Pode tolerar temperaturas baixas (5-10° C) se a umidade se mantiver alta. 20° C em média é o ideal. Temperaturas muito altas causam um rápido dessecamento, o que aumenta a necessidade de encurtar o intervalo entre as regas.
Fertilização: Só deve ser feita por cultivadores experientes – As raízes são frágeis e podem sofrer bastante.. Não é necessária para manter a saúde e beleza da planta – ela fica muito bem com seu solo, água e presas.
Alimentação: Elas se viram muito bem quando estão saudáveis (sempre capturam boa quantidade), mas se for notada uma não eficiência na captura de presas pode-se alimentá-la com insetos de exoesqueleto menos rígidos. Larvas de besouro (como Tenebrio molitor) são muito boas para esse fim. Não sobrecarregue os ascídios com muitas presas, pois isso causa apodrecimento do conteúdo e em seguida do próprio jarro.
Transplante: Quando a planta atingir um tamanho robusto (e o cultivador resolver não podar) ou o substrato se esgotar a planta pode ser transplantada para um vaso maior ou do mesmo tamanho (dependendo do objetivo). A primavera é uma boa época para isso. Estacas de mudas podem ser transplantadas assim que a primeira folha com mais de 5 cm de comprimento crescer. Deve-se ter extrema cautela com as frágeis raízes nesse processo (!)
Ciclo de vida: Perene. Reduz o crescimento no inverno mas não possui dormência. A floração em cultivo é incerta e seus fatores pouco conhecidos.
Propagação: Por estacas do caule é a mais indicada pela praticidade e rapidez. Esse tipo de propagação é muito fácil para essa espécie que responde rapidamente ao corte. A propagação por sementes requer habilidade e paciência visto que muitos são os empecilhos para se obter e germinar as sementes e manter vivos os frágeis seedlings.
Sarracenia Leucophylla
Sarracenia Leucophylla

Classificação:
Reino: Plantae
Ordem: Ericales
Família: Sarraceniaceae
Gênero: Sarracenia
Espécie: S. leucophylla

Envasamento: Deve-se usar vasos de plástico largos e não muito altos. Uma regra importante para escolher o vaso ideal (e plantar) é encostar a parte velha (que não tem folhas novas e não cresce mais) da planta numa borda do vaso e deixar a frente de crescimento (gema apical) a 3 dedos ou mais de distância da borda do vaso.
Substrato: o ideal é composto por areia grossa e musgo Sphagnum na proporção 1:1. Vermiculita e perlita podem ser adicionadas ao substrato, mas em proporções menores, como musgo:areia:vermiculita em 2:2:1.
Regas: deve-se manter um prato com água sob o vaso sempre. Durante o inverno, em dias muito frios, pode-se remover a água.
Luz: luz solar direta. Durante a fase de crescimento (primavera e verão), o fotoperíodo deve ser o maior possível.
Clima: São plantas de clima temperado, por isso, precisam de um inverno frio de cerca de 3 meses, com fotoperíodo reduzido. Apreciam um período de primavera/verão bastante quente e húmido. Caso não tenham um inverno como o descrito, a planta tem sua expectativa de vida bastante reduzida a poucos anos.
Fertilização: não é recomenda em hipótese alguma.
Alimentação: É totalmente desnecessária uma vez que esse é um dos gêneros mais bem sucedidos na captura de presas. Suas folhas podem capturar centenas de insetos.
Transplante: deve ser feito na primavera, quando o substrato estiver velho ou quando a planta atingir a borda do vaso. Para tal, deve-se remover todo o substrato antigo, evitando danificar as raízes.
Ciclo de vida: são plantas perenes mas, como dito acima, de clima temperado, entrando em hibernação durante o inverno, quando a produção de folhas é interrompida. Em regiões quentes o ano todo, a dormência deve ser induzida.
Floração: geralmente ocorre na primavera, quando as plantas estão voltando da hibernação. No Brasil, por estarem fora do seu ambiente, podem florescer fora de época.
Propagação: Sexuadamente: As flores devem ser polinizadas, caso contrário não produzem sementes. Geralmente, quando auto-polinizadas, produzem poucas ou nenhuma semente, mas a polinização cruzada resulta em um grande numero de sementes viáveis. Após a polinização e fertilização, o fruto demora de 3 a 5 meses para amadurecer e liberar as sementes. Semeie em substrato igual ao indicado para plantas adultas. Sementes recém coletadas geralmente germinam bem quando semeadas imediatamente, mas a taxa de germinação é sempre maior quando elas passam por um processo chamado de estratificação a frio: em um recipiente fechado, coloque substrato úmido, semeie e deixe na geladeira por 1 a 2 meses. Esse processo deve ser feito, pois, na natureza as sementes são liberadas no outono, ‘hibernam’ no inverno e só germinam na primavera. Os seedlings podem ser cultivados sem um inverno por até 3 anos e florescem após 4 ou 5 anos de idade.
Assexuadamente: as plantas podem ser reproduzidas a partir da separação de brotos laterais, que geralmente aparecem na primavera. Espere alguns meses até o broto enraizar antes de separá-lo da planta mãe.